I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão

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Será realizado, nos dias 24 e 25 de outubro, o I Seminário “Comunicação e Poder no Maranhão”. O evento está sendo articulado por 11 organizações sociais (veja lista abaixo), além de vários apoiadores, contando com três mesas de debate, uma oficina, sorteio de livros, exposição fotográfica, exibição de filmes e esquete teatral. A participação no evento é gratuita e o acesso é livre. Estão vindo, do interior do estado, indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco, articulados pela Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão. Entre os estudantes universitários a procura também já é grande.

Para os que desejam certificado, haverá inscrições (também gratuita) on-line, pelo endereço https://goo.gl/forms/FPIv2xG2Q69RshKt2 ou na sede da Apruma, na Área de Vivência, no Campus do Bacanga. Estão ocorrendo também inscrição para monitores pelo fone (98) 984-08-85-80 (zap). Ao final das atividades na UFMA, haverá uma festa de reggae, no Odeon

Vejam, abaixo, a programação completa.

I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão

No Auditório Central da UFMA

Dias 24 e 25 de outubro de 2017

Programação

Dia 24/10 – Terça-feira

8h – Credenciamento

8h e 30 – Abertura da exposição fotográfica: “Tentaram nos enterrar, mas não sabiam que erámos sementes”, da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão.

9h e 30min –Saudação dos organizadores

10h – Mesa de debate com o tema:

Mídia empresarial, concentração de poder, patrocínio governamental e cooptação da imprensa

Mediadora:

Flávia Regina Melo – Jornalista, trabalhou em TV e jornal. Fez assessoria no setor público e privado. Foi Secretária de Estado da Comunicação no Maranhão. Foi uma das fundadoras da Revista Parla. Hoje edita o Blog Buliçoso.

Debatedores

Gustavo Gindre – Jornalista e integrante do Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes) de São Paulo. Especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual. Foi membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Gil Quilombola – É um dos articuladores do Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom). Em 2012, recebeu, no Rio de Janeiro, o Prêmio João Canuto de Direitos Humanos, entregue pelo Movimento Humanos Direitos (MHuD).

Emilio Azevedo – Jornalista, autor de livros-reportagem. Em 2006, em São Luís, foi um dos organizadores do Vale Protestar, movimento que associou teatro popular e comunicação alternativa. Foi um dos fundadores do Vias de Fato.

14h – Sorteio de livros

14:30 – Mesa de debate com o tema:

Participação social, orçamento público e democratização da comunicação

Mediador

Cláudio Mendonça – É professor do Colégio Universitário (Colun/UFMA) e atual diretor de relações sindicais da Apruma, o sindicato dos professores da Universidade Federal do Maranhão.

Debatedores

Claudia Santiago – Jornalista e historiadora, integra a coordenação do Núcleo Piratininga de Comunicação (Rio de Janeiro), instituição que é referência no estudo da comunicação popular e sindical, no Brasil.

Wagner Cabral da Costa – Historiador, professor da Universidade Federal do Maranhão, pesquisador da estrutura oligárquica maranhense. Foi presidente da Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos (SMDH).

Saulo Arcangeli – É sindicalista. Um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU do Maranhão (Sintrajuf) e membro da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular.

19h – Exibição de filmes:

Tocar fogo no mudo – linchamento Gamela, de Andressa Zumpano, Ana Mendes e CIMI.

Em busca do bem viver, de Murilo Santos, com produção das Pastorais Socais.

Dia 25/10 – Quarta-feira

8h – Sorteio de livro

9h – Oficina

Esta oficina será realizada por dois jornalistas, Caio Castor e Pedro Ribeiro Nogueira, da Agência Pavio (São Paulo). Será uma atividade voltada para vídeos reportagens (inclusive com o uso do celular), utilizando teorias e técnicas do cinema popular, do jornalismo de guerrilha e do documentário; com o objetivo de fortalecer o surgimento de novas/os comunicadoras/os populares, ajudando a desconstruir a figura vertical do comunicador, propondo a ação audiovisual como ferramenta de mobilização e transformação social.

14h – Sorteio de livros

14h e 30 min

Mesa de Debate com o tema:

Os desafios de uma comunicação popular

Mediadora – Marivania Furtado – Cientista social e professora. É coordenadora do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Lutas Sociais, Igualdade e Diversidade (LIDA) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Coordenadora da Licenciatura Intercultural Indígena.

Debatedores

Rosenilde Gregório (Rosa) – É Quebradeira de Coco, foi uma das fundadoras do Movimento Interestadual das Quebradeira de Coco Babaçu (MIQCB) e hoje faz parte da coordenação desta organização. Na década de 1980, esteve entre as primeiras mulheres a entrar no sindicalismo rural do Maranhão, se impondo diante do machismo vigente.

Kum`tum Akroá Gamela – Agente pastoral, foi coordenador da Comissão Pastoral da Terra no Maranhão (CPT-MA). Indígena Gamela, vive hoje, novamente na baixada maranhense, lutando ao lado do seu povo, pela retomada das terras que lhes foram roubadas.

Pedro Ribeiro Nogueira – Jornalista, foi um dos fundadores da Agência Pavio (São Paulo).

Trabalhou, entre outros, para o Portal Terra, Plataforma Cidades Educadoras, jornal Le Monde Diplomatique e nas revistas Sem Terra e Caros Amigos.

Ed Wilson Araújo – Jornalista e professor do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). É o atual presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA).

18h – Leitura da carta do I Seminário de Comunicação e Poder no Maranhão

19h – Reggae Resistência; a festa de encerramento do Seminário, organizada pela Casa 161, no Odeon Sabor e Arte, com shows de Núbia e da Banda Casarão Verde. O ingresso da festa será R$ 20,00, com meia para estudantes.

Organização:

Jornal Vias de Fato; Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-MA), Coletivo Nódoa, Apruma SS, Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, CSP-Conlutas, Sindicato dos Bancários, Blog Buliçoso, Movimento de Defesa da Ilha de São Luís, Carabina Filmes, Casa 161 (residência artística)

Apoio Pedagógico:

Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Lutas Sociais, Igualdade e Diversidade (LIDA) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Núcleo Piratininga de Comunicação (Rio de Janeiro) e Sociedade Maranhense de Mídia Alternativa e Educação Popular Mutuca.

Apoio:

Caritas Brasileira, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, Comissão Pastoral da Terra (CPT-MA), GEDMMA (UFMA), GEPES (UFMA), Irmãs de Notre Dame, Justiça nos Trilhos, MIQCB, MOQUIBOM, NERA (UFMA), NURUNI (UFMA), Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (ObEEC/UFMA), QUILOMBO URBANO, Radio Boa Notícia (Balsas), Rede Amiga da Criança, SINASEFE/MARACANÃO, SINASEFE/MONTE CASTELO, SINDSALEM, SINDSEP, SINTSPREV.

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