Ato contra casal no Cajueiro: CTDCCP desmente autoria da ação

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Moradores e membros de grupos de pesquisa recebem ameaças

A ação realizada em frente à casa de seu Joca e dona Diná no Cajueiro no último dia 5 de maio, na qual vários homens estiveram presentes dizendo-se desempregados e responsabilizando a sua resistência pela não-construção do porto que, segundo eles, lhes daria emprego, teve sua autoria desmentida nesta quarta-feira, 10, quando chegou ao Jornal Vias de Fato mensagem assinada por Marco Antônio Pacheco Santos, que se apresenta como vice-presidente da Comissão de Trabalhadores Desempregados da Construção Civil Pesada (CTDCCP), afirmando que o nome da Comissão está sendo usado indevidamente. Diz a mensagem:

“Sou o Marco Antônio vice-presidente da CTDCCP (Comissão de Trabalhadores Desempregados da Construção Civil Pesada) venho através desse comentário afirmar que essa reportagem e mentirosa e caluniadora, nos da CTDCCP tanto a Diretoria como o nossos Associados não estivemos presentes nesta mobilização ocorrida dia 05/05/2017 sexta-feira na comunidade do Cajueiro! Temos como provar isso! Nenhuma daquelas pessoas são membros ou associados da CTDCCP (Comissão de Trabalhadores Desempregados da Construção Civil Pesada) estão usando o nome da Associação de maneira indevida com intuito de Denegrir a nossa imagem perante a opinião pública! Nós da CTDCCP, prestamos a nossa solidariedade ao casal de idosos que tiveram que passar por essa situação! Tomaremos as metidas necessárias, contra essa calúnia! Exigiremos uma Retratação! No mais sabemos que somos inocentes dessa calúnia! É estamos na verdade. Somos uma Associação que trabalha de maneira séria com honestidade e ética”!

Sobre a matéria, o jornal reafirma as declarações testemunhadas pela família vítima da ação, e alerta que essa não foi a primeira vez que a Comissão teria, então, seu nome utilizado em materiais com o intuito de exercer pressão para que o porto da WPR seja levado à frente. É o que pode ser visto, por exemplo, no material distribuído nas dependências da Universidade Federal do Maranhão no início do ano, como inclusive consta na matéria anterior sobre o assunto:

Com o desmentido público da CTDCCP, fica evidenciada mais uma pressão indevida em favor da empresa, além das várias formas violentas já registradas ao longo dessa história, como resumido também em matéria anterior (demolição de casas, jagunçagem na área do Cajueiro etc).

Caso a CTDPPC leve adiante a denúncia, esse poderá ser mais um capítulo policial da tentativa de a WPR/WTorre se instalar no Maranhão. Entre as ações mais recentes visando coibir esse tipo de ação irresponsável e criminosa em favor do projeto, o casal vítima do “protesto” do último dia 5 já registrou ocorrência na Delegacia de Proteção ao Idoso na última segunda-feira, dia 8. A autoridade Policial comprometeu-se a apurar a denúncia. Também sobre o panfleto distribuído na UFMA, a Polícia Federal já vem investigando o caso.

Talvez uma pista que ajude a Comissão a identificar quem está usando seu nome de forma indevida seja dada pelos poucos moradores do Cajueiro a apoiarem esse tipo de atuação: segundo o casal alvo da ação na última sexta-feira, foi identificado apenas um morador efetivo da região presente com os tais desempregados que foram protestar às suas portas. A CTDCCP poderia começar por aí a tomada de medidas contra esse uso indevido de sua imagem, como aponta em sua réplica.

 

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