Tem início nesta quinta-feira, 25 de maio, 6º Encontrão da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão

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Tem início dentro de instantes o VI Encontrão da teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, que segue até o próximo domingo, dia 28, na comunidade quilombola Alto Bonito, município de Brejo no Maranhão. O último encontro aconteceu em dezembro de 2016, no povoado Centro dos Pretinhos, na cidade de Dom Pedro.

A Teia articula comunidades rurais, quilombolas, indígenas que resistem às tentativas de sequestro de seus território e tem por base a busca pelo “Bem Viver”, uma alternativa à sociedade mercantilizada e que preserva seus modos de vida. A partir da ocupação do INCRA em 2015, na qual quilombolas e indígenas fizeram greve de fome exigindo a titulação de seus territórios (entre os grevistas havia indígenas Gamela, povo que recentemente foi vítima de grava atentado na cidade de Viana/MA e que segue fortemente ameaçado), a Teia vem fortalecendo os laços entre diversos povos, apoiando também sua autodeterminação na gestão de seus territórios.

INTERCÂMBIO

A Teia do Maranhão recentemente participou de outro encontro, na Bahia, com a articulação dos povos tradicionais daquele estado, trocando experiências e fortalecendo laços. Outro encontro recente, este nacional, realizado agora no mês de maio, teve a participação, na cidade de Luziânia/GO, de representantes de povos tradicionais de todo o país: Nacionalmente, “a Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais surgiu em 2013, a partir da percepção de que povos indígenas e diversas comunidades tradicionais do campo, das florestas e das águas enfrentavam os mesmos desafios e violações, sofrendo com a pressão direta dos interesses privados sobre seus territórios e modos de vida” (veja mais aqui).

O Encontrão que acontece a partir de hoje na cidade de Brejo conta com a participação de Osmarino Amâncio, da Reserva Extrativista Chico Mendes, de Acre. Além do Encontro da Teia, Osmarino, companheiro de lutas do lendário líder seringueiro Chico Mendes, estará no Seminário “Desafios atuais das questões agrárias, urbanas, ambientais indígenas e quilombolas”, que acontecerá na terça-feira, 30 de maio, na UFMA, organziado pelo Sindicato de Professores da Universidade (Apruma) – veja mais AQUI e AQUI.

CONFIRA A SEGUIR A PROGRAMAÇÃO DO VI ENCONTRÃO DA TEIA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DO MARANHÃO:

PROGRAMAÇÃO 6º ENCONTRÃO DA TEIA DE POVOS E COMUNDIADES TRADICIONAIS DO MARANHÃO
TERRITÓRIO ALTO BONITO / BREJO, MA
25 a 28 de maio de 2017

TEMA: Não estamos extintos. Estamos de pé, em luta. Esta terra é nossa!

25/05/17 – Tarde – Chegada
-Credenciamento

Noite – Ritual do Fogo; Convivência

26/05/17
Manhã Café
Celebração
O Território que nos acolhe:
Quilombo Alto Bonito (Rubens, Carmem, Neves, Edson)
O Baixo Parnaíba:
– Soja
– Eucalipto
– Parque eólico
– Parque dos lençóis
– Resistências e Insurgências

Almoço

– Resistências e Insurgências

1. Educação – Quilombo Nazaré;
2. Soberania Alimentar – Com. Santo Antônio dos Maranhenses/MCP;
3. Organização Social e Política – Povo Gamela

Fila do Povo

Jantar
Noite: Partilha do Intercâmbio; Tambor de Mina.

27/05/17
Manhã:
Celebração: Cantoria pro Divino
– Recordação do dia anterior (resistências e insurgências)
– Levantes dos povos frente à negação e desconstrução de direitos (Osmarino Amâncio);
– Fila do Povo
– Considerações

Almoço

Desafios e Perspectivas na construção do Bem Viver (Joelson – Terra Vista/Teia dos Povos – Bahia
Encontro das Teias:
– Fortalecimento da articulação das teias.
– Estratégias de enfrentamentos;

Jantar:

Confraternização
Cantoria – Tambores, Maracás.

28/05/17
Cantoria e Tambor

– Partilha das Teias

– Fila do Povo

– Encaminhamentos

– Celebração de Envio (trocas de mudas e sementes).

Para a Celebração de abertura:

 Cada caravana trazer das comunidades: ervas aromáticas, incensos, potes pequenos, cabaças e balde de cuias.
 A caminhada sairá da casa de Rubens – Brejo – morro
 Brejo/açude – Lugar preparado para colocar os potes e alguidar
 Cruz nos morros
 Preparar um fogueira para acender a noite – essa fogueira ficará permanente – Lucimar
 Preparar o altar na casa embaixo de uma árvore.

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