A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) coloca à disposição da população maranhense os dados iniciais do monitoramento da violência e letalidade policial e no sistema prisional do estado, através da divulgação de duas tabelas e um gráfico que serão atualizados periodicamente neste site.

Esta iniciativa faz parte do projeto “Monitoramento da realização de Direitos Humanos no Maranhão: construção do Informe da sociedade civil”, desenvolvido em parceria com pesquisadores e organizações sociais, visando o levantamento e produção de informações qualificadas em torno da dialética de violação/garantia de direitos humanos no Maranhão, com vistas a subsidiar o debate na sociedade, a elaboração de políticas públicas, bem como processos políticos de resistência e luta.

Neste momento, serão divulgados apenas dados parciais, os quais serão detalhados, consolidados e analisados em relatório a ser divulgado no mês de maio de 2015, como fruto de um seminário estadual de monitoramento de políticas públicas.

Elaborados pela equipe da SMDH, as tabelas e o gráfico foram construídos com base nos relatórios mensais da SSP-MA sobre crimes violentos e outras mortes na grande São Luís, em informes divulgados pelo governo estadual, além da pesquisa sistemática em jornais, blogs e portais da internet.

 

Violencia e Letalidade policial - MA 2015

Violencia e Letalidade nas prisoes - MA 2015

 

Mortes por intervencao policial - RM Sao Luis 2013 a 2015

https://smdhvida.wordpress.com/violencia-e-letalidade-policial-no-maranhao/

 

 

O lavrador Antonio Carlos Cantanhede, 49, esteve na tarde desta quinta-feira (26) na sede da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), onde concedeu entrevista coletiva. Na ocasião ele apresentou sua versão sobre a morte de seu filho, Márcio Antonio Cantanhede, de 22 anos, ocorrida no último dia 13 de março, em Bequimão/MA.

Diversos jornais e blogues repercutiram a versão da polícia, de que o jovem foi morto em um confronto com policiais – além de Márcio, a polícia matou Wellison Márcio Martins, 18, e prendeu outros dois jovens.

Segundo Antonio contou durante a entrevista não houve confronto. “Meu filho estava conversando com os rapazes quando foram atocaiados num matagal. Várias pessoas ouviram gritos, pedidos de socorro, provavelmente eles estavam sendo torturados. Depois se ouviram tiros”, relatou.

Para o advogado Luis Antonio Pedrosa, assessor jurídico da SMDH, a versão do
confronto é pouco crível. “Quem está em confronto não grita pedindo socorro. Nos primeiros meses de governo estamos assistindo a muitas intervenções policiais com resultado letais. É preciso conter essa dinâmica responsabilizando os autores pelos excessos”, afirmou.

“Eu tinha ido para minha banca, meia hora depois recebi uma ligação de minha esposa dizendo que já tinham matado os rapazes”, relatou o senhor Antonio Carlos, visivelmente emocionado.

Ele dá conta ainda que o comandante da operação policial, depois, apresentando um suposto mandado de busca e apreensão, revistou parte de sua casa, alegando estar procurando uma pistola .40. “Ele no entanto se concentrou no quarto que meu menino dormia, tirou as coisas do lugar e não achou nada”, contou.

Indagado se o filho tinha algum envolvimento criminoso, ele respondeu: “criminoso não. Nunca andou armado, não tinha passagem pela polícia. Há algum tempo eu soube que ele estava mexendo com droga, eu o chamei e disse: “eu não te criei pra isso, pode largar, vamos trabalhar”, e ele parou. Eu quero justiça!”.

Ainda segundo seu relato, a namorada de Márcio Antonio foi à delegacia reaver o celular com que ela lhe havia presenteado, comprado em São Paulo. Lá ela ouviu que os rapazes foram mortos por engano.

Blog do Pedrosa

"Pai de jovem executado denuncia polícia em coletiva

O lavrador Antonio Carlos Cantanhede, 49, esteve na tarde desta quinta-feira (26) na sede da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), onde concedeu entrevista coletiva. Na ocasião ele apresentou sua versão sobre a morte de seu filho, Márcio Antonio Cantanhede, de 22 anos, ocorrida no último dia 13 de março, em Bequimão/MA.

Diversos jornais e blogues repercutiram a versão da polícia, de que o jovem foi morto em um confronto com policiais – além de Márcio, a polícia matou Wellison Márcio Martins, 18, e prendeu outros dois jovens.

Segundo Antonio contou durante a entrevista não houve confronto. “Meu filho estava conversando com os rapazes quando foram atocaiados num matagal. Várias pessoas ouviram gritos, pedidos de socorro, provavelmente eles estavam sendo torturados. Depois se ouviram tiros”, relatou.

Para o advogado Luis Antonio Pedrosa, assessor jurídico da SMDH, a versão do
confronto é pouco crível. “Quem está em confronto não grita pedindo socorro. Nos primeiros meses de governo estamos assistindo a muitas intervenções policiais com resultado letais. É preciso conter essa dinâmica responsabilizando os autores pelos excessos”, afirmou.

“Eu tinha ido para minha banca, meia hora depois recebi uma ligação de minha esposa dizendo que já tinham matado os rapazes”, relatou o senhor Antonio Carlos, visivelmente emocionado.

Ele dá conta ainda que o comandante da operação policial, depois, apresentando um suposto mandado de busca e apreensão, revistou parte de sua casa, alegando estar procurando uma pistola .40. “Ele no entanto se concentrou no quarto que meu menino dormia, tirou as coisas do lugar e não achou nada”, contou.

Indagado se o filho tinha algum envolvimento criminoso, ele respondeu: “criminoso não. Nunca andou armado, não tinha passagem pela polícia. Há algum tempo eu soube que ele estava mexendo com droga, eu o chamei e disse: “eu não te criei pra isso, pode largar, vamos trabalhar”, e ele parou. Eu quero justiça!”.

Ainda segundo seu relato, a namorada de Márcio Antonio foi à delegacia reaver o celular com que ela lhe havia presenteado, comprado em São Paulo. Lá ela ouviu que os rapazes foram mortos por engano.

Blog do Pedrosa"
 
Blog: do Pedrosa

 

 

Com o objetivo de garantir alternativas de geração de renda para as famílias do bairro Piquiá de Baixo, Açailândia - MA, o projeto “jovens e mulheres conscientes para não cair no tráfico humano”, estará oferecendo, ao longo do ano de 2015, uma série de minicursos destinados às mulheres e jovens do bairro.

Durante o mês de março foi ofertado o curso de “enfeites para cabelo”, em que as participantes aprendem a confeccionar “xuxas” e “tiaras. Angelita de Oliveira de 63 anos é uma das alunas do curso, ela fala empolgada de sua aprendizagem, “está maravilhoso! O que a professora ensina estou aprendendo tudo. E quando terminar o curso vou continuar fazendo em casa. Estou treinando já”, afirma.

Para ela, o trabalho das coordenadoras do projeto é gratificante e aproveita para deixar uma mensagem. “Elas estão de parabéns! É uma boa ideia e um incentivo para nós, para nossa comunidade, que é um pouco esquecida. Graças a Deus tem alguém que ainda lembra de nós. Sou muito grata por isso”, diz.

Rafaela Rodrigues,19, uma das coordenadoras do projeto afirma que as ações estão agradando as mulheres beneficiadas. “Elas estão gostando muito. O curso começa às 14 horas, e antes disso elas já estão aqui esperando”. Explica também, que o curso é uma oportunidade para estimular as mulheres de Piquiá de Baixo a buscarem uma renda extra. “Tem umas que já estão produzindo em casa. Nós esperamos que elas aprendam e que possam seguir adiante, vender, para conseguir uma renda extra”, completa.

Durante os próximos meses serão oferecidos outros cursos. No mês de maio será ofertado o curso de “decoração de sandálias”, em agosto de “tapeçaria em tela” e, para concluir as ações do projeto, o curso de “pintura em tecido” em outubro. Todos os cursos têm duração de uma semana e são ministrados na Associação de Moradores de Piquiá de Baixo.

Domingos de Almeida

http://piquiadebaixo.justicanostrilhos.org/Projeto-Social-oferece-minicursos

 

 

A comunidade de Guajerutiua, em Guimarães/MA, é o exemplo da irracionalidade do nosso sistema fundiário.
Somente no Brasil é possível conceber que dois órgãos distintos emitam documentos completamente contraditórios acerca da propriedade da terra.
Nenhum país civilizado alcançou o desenvolvimento sem tratar seriamente a segurança jurídica do direito à terra e da moradia.
E ainda tem gente comemorando a aprovação do novo Código de Processo Civil, que já nascerá padecendo dos mesmos e antigos defeitos. Ou seja: não tocará na questão fundamental do direito à terra, porque simplesmente insiste na manutenção dos mesmos mecanismos processuais que atingem comunidades tradicionais como Guajerutiua.
Guajerutiua é um povoado centenário, que sobrevive da roça e da pesca. Buscou solucionar o problema do acesso à terra, percorrendo órgãos fundiários e obedecendo as orientações que deles emanavam.
Instruíram um procedimento dentro da Secretaria do Patrimônio da União, que, por sua vez, realizou parceria com o Governo do Estado do Maranhão, para fazer o trabalho fundiário. Tudo articulado, saiu o "Termo de autorização de uso sustentável", tudo conforme a legislação federal prevê e recomenda (Veja aqui o cadastro e aqui o extrato da autorização de uso da SPU). O processo foi ultimado em 2011(veja aqui).
Mas do outro lado da razão existe o outro mundo, obscuro e clandestino, representado pelo trabalho dos cartórios. Eles ainda são os principais responsáveis pela desorganização fundiária no Estado, com seus registros contraditórios, superpostos e ininteligíveis.
Guajerutiua é vítima dos senhores dos cartórios, que abriam matrículas em terras da União Federal, como se terras particulares fossem. O registro cartorial, que beneficia pessoas estranhas ao povoado, provocou uma decisão do Tribunal de Justiça, surreal, divorciada da realidade.
O TJ sequer soube da existência de terras federais no local do litígio. Sequer imagina que a SPU e o governo estadual realizaram um trabalho fundiário na região. E agora a comunidade pode sair para dar lugar a proprietários fictícios.
A pergunta é: que diabos é isso?
Fonte: Blog do Luis Antonio Pedrosa

(Reunião na CDH-OAB)

Foto de Vias de Fato.
 

 

Contexto: 70% das decisões judiciais de reintegração de posse do Maranhão estão nos 04 municípios da Grande Ilha (São José de Ribamar, Paço do Lumiar, São Luís e Raposa). 
 
Serão discutidas estratégias de prevenção e enfrentamento aos despejos forçados.
Data: 28/03/2015 (sábado)
Horário: 09h às 16h
Local: Escola Municipal Manoela Valéria, comunidade Cajueiro - Vila Maranhão - São Luís
Para quem for cuckold porn de ônibus (R$ 2,40):
Saída: 07h e 09h, do Terminal da Praia Grande (ônibus Cajueiro, Plataforma 1)
Retorno: 17h, saindo do Cajueiro para o Terminal Praia Grande.
 
Informações: 
Comissão Pastoral da Terra: 3222-4243
Rafael Silva: 9.8817-9474
D. Máxima: 9.8778-0368
S. Clóvis: 9.9148-8321

Campanha

Assine agora mesmo o Vias de Fato!

Compartilhe

Edições - Jornal Vias de Fato

Fique antenado


videoteca

Videos

GUERRILHAS